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SUS inclui novo teste para rastreamento de câncer colorretal

ResumoO Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o teste imunoquímico fecal (FIT) à tabela de procedimentos. O exame detecta sangue oculto nas fezes para rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos. A inclusão amplia o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença no âmbito da saúde pública brasileira.

O SUS incluiu o teste imunoquímico fecal (FIT) na tabela de procedimentos. Destinado ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, o exame detecta sangue oculto nas fezes e amplia o acesso à prevenção.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 10 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • O SUS incluiu o teste imunoquímico fecal (FIT) na tabela de procedimentos.
  • Destinado ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, o exame detecta sangue oculto nas fezes e amplia o acesso à prevenção.
SUS inclui novo teste para rastreamento de câncer colorretal

O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu o teste imunoquímico fecal (FIT) na tabela de procedimentos disponíveis aos pacientes. A medida começa a valer a partir desta segunda-feira (10), conforme portaria publicada no Diário Oficial da União.

O exame pesquisa sangue oculto nas fezes e será usado exclusivamente para o rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos. O texto oficial reforça que o procedimento não serve para investigação diagnóstica de pessoas sintomáticas ou com suspeita clínica da doença.

Como funciona o teste FIT

O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos, ele usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do resultado.

O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado aponte sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares.

Quem pode fazer e por que é importante

A portaria destaca que o FIT se destina ao rastreamento em pessoas assintomáticas. Em maio, o ministério já havia anunciado a inclusão do teste em um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal. Dados da pasta indicam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

O procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença. Atualmente, o câncer colorretal é o segundo tipo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

Colonoscopia continua sendo referência

Apesar das vantagens do FIT, a colonoscopia segue como principal forma de avaliar o intestino. Ela permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer. prevenção de câncer colorretal

Perguntas Frequentes

O FIT substitui a colonoscopia?

Não. O FIT é um exame de rastreamento. A colonoscopia continua sendo a principal forma de avaliar o intestino, pois permite visualizar diretamente o cólon e o reto e retirar pólipos.

Quem pode fazer o teste FIT pelo SUS?

Homens e mulheres assintomáticos, com idade entre 50 e 75 anos, como parte do rastreamento bienal de câncer colorretal.

O que acontece se o resultado do FIT der positivo?

O paciente é encaminhado para exames complementares para investigação.

O FIT detecta sangue humano com precisão?

Sim. O FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão em relação aos exames antigos.

Quantos brasileiros podem ser beneficiados?

Mais de 40 milhões de brasileiros podem ter acesso ampliado à prevenção e detecção precoce da doença.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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