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Febre maculosa SP: 18 mortes em 19 casos em 2026

ResumoA febre maculosa em São Paulo registrou 18 mortes em 19 casos confirmados entre janeiro e julho de 2026. A doença, transmitida por carrapatos, exige diagnóstico e tratamento precoces para reduzir a letalidade. A taxa de mortalidade observada no período supera 94% dos casos notificados.

São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados entre janeiro e julho. A doença, transmitida por carrapatos, exige diagnóstico e tratamento precoces para evitar mortes.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 11 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados entre janeiro e julho.
  • A doença, transmitida por carrapatos, exige diagnóstico e tratamento precoces para evitar mortes.
Febre maculosa SP: 18 mortes em 19 casos em 2026

SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados

O estado de São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa de janeiro a julho deste ano. No mesmo período, foram 19 casos da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).

As mortes ocorreram principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

O que é a febre maculosa e como ela mata em poucos dias

A doença é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. Ela atinge pessoas de qualquer idade e pode matar em poucos dias quando o tratamento é iniciado tardiamente.

O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações graves.

"A mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente. A doença provoca uma inflamação dos vasos sanguíneos que pode comprometer rins, fígado e cérebro", explica.

Sintomas iniciais: a confusão com dengue e outras viroses

Os primeiros sintomas são inespecíficos e frequentemente confundidos com dengue, viroses ou leptospirose. Febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar costumam surgir nos primeiros dias.

A partir do terceiro dia, podem aparecer manchas avermelhadas na pele, seguidas de pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e nos pés. Isso indica a evolução para uma fase mais grave da doença.

Gangrena nos dedos e orelhas são sintomas mais avançados, assim como uma paralisia que se inicia nas pernas e sobe até os pulmões.

Quando a febre vira emergência: o alerta do infectologista

Gorinchteyn ressalta que a confirmação laboratorial pode levar até duas semanas. Por isso, ao associar os sintomas e os locais visitados, o tratamento deve começar imediatamente.

"Não se deve esperar o resultado dos exames, porque o atraso pode permitir a progressão para formas graves", orienta o infectologista, que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

Ele alerta ainda que quem apresentar febre após visitar áreas de mata, florestas, fazendas ou trilhas ecológicas deve informar esse histórico ao médico imediatamente.

O papel dos cães e dos carrapatos no ambiente doméstico

É preciso ficar atento aos cães, que podem entrar em vegetações, retornar para casa com carrapatos presos ao corpo e levar o vetor para o ambiente doméstico.

"O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, aumentando o risco de exposição", disse Gorinchteyn.

Como se proteger: roupas, inspeção e cuidados com os pets

A recomendação para reduzir o risco de infecção é evitar entrar em áreas de mata e o contato com gramados e vegetação alta. Mas, caso isso seja necessário, deve-se:

  • Usar calças compridas, botas e roupas claras
  • Inspecionar o corpo e as roupas após passeios
  • Proteger cães com coleiras e produtos repelentes específicos
  • Colocar todas as peças de roupa utilizadas em água fervente

"A prevenção depende da atenção aos ambientes frequentados e da identificação precoce dos carrapatos", lembra o infectologista.

O que fazer ao encontrar um carrapato no corpo

Caso a pessoa encontre um carrapato aderido ao corpo, o Ministério da Saúde orienta a removê-lo com uma pinça, sem apertar ou esmagar, puxando com firmeza. O mesmo vale para os cães.

"Depois de remover o carrapato inteiro, lave a área da mordida com álcool ou sabão e água. Quanto mais rápido tirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença", recomenda o MS.

Por que a prevenção é a melhor estratégia

A febre maculosa é uma doença grave, mas evitável. A atenção aos ambientes frequentados e a identificação precoce dos carrapatos são as principais barreiras contra a infecção.

Quem mora ou viaja para as regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo deve redobrar o cuidado, especialmente em áreas rurais ou de mata.

A dor não é troféu: febre após contato com vegetação é sinal de alerta, não de normalidade. O tratamento precoce é a diferença entre a recuperação e a forma grave da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sintomas da febre maculosa?

Os primeiros sintomas são febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Eles são inespecíficos e podem ser confundidos com dengue, viroses ou leptospirose.

Quando aparecem as manchas na pele?

A partir do terceiro dia, podem aparecer manchas avermelhadas, seguidas de pequenas lesões arroxeadas, principalmente nas mãos e nos pés.

Quanto tempo leva a confirmação laboratorial?

A confirmação laboratorial pode levar até duas semanas. O tratamento não deve esperar o resultado dos exames.

Como remover um carrapato aderido à pele?

Use uma pinça, sem apertar ou esmagar, puxando com firmeza. Depois, lave a área com álcool ou sabão e água.

Cães podem transmitir a doença diretamente?

Os cães não transmitem diretamente, mas podem carregar carrapatos infectados para dentro de casa. Proteja os pets com coleiras e repelentes específicos.

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Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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