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Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

ResumoO cardiologista Renato Jorge Alves, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), recomenda iniciar o controle do colesterol na infância, com exame a partir dos 10 anos. A prevenção precoce, baseada em hábitos saudáveis como dieta equilibrada e atividade física, reduz o risco de doenças cardiovasculares na vida adulta. A orientação integra o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol.

No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, o cardiologista Renato Jorge Alves, da SBC, reforça que a prevenção deve começar cedo, com exame aos 10 anos e hábitos saudáveis.

Escrito por Henrique Pádua · Atualizado em 08 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Revisado clinicamente porConselho clínico Método Fit 30Equipe médica revisora

Resumo rápido

  • No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, o cardiologista Renato Jorge Alves, da SBC, reforça que a prevenção deve começar cedo, com exame aos 10 anos e hábitos saudáveis.
Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

Um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade, junto com o exame de glicose. "O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose", afirmou o cardiologista em entrevista à Agência Brasil.

Por que o exame precoce faz diferença

Segundo Alves, a hipercolesterolemia familiar, doença genética, pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância. Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos por causa da doença. Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

Hábitos que protegem o coração desde cedo

Além do exame, é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

  • Evitar excesso de gordura saturada, presente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos.
  • Evitar gordura trans, encontrada em ultraprocessados como salgadinhos e biscoitos recheados. "A pior gordura que tem é essa", disse Alves.
  • Manter alimentação equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas.

O que a dieta carnívora faz com o colesterol

A chamada dieta carnívora, baseada exclusivamente no consumo de carne, não é indicada para reduzir o colesterol. Segundo o cardiologista, ela é rica em gordura saturada, que aumenta o LDL, o colesterol ruim. Quem já tem colesterol elevado deve evitar o excesso de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL, aumentar o ácido úrico e favorecer placas de gordura nas artérias. "Não é uma dieta aconselhável", resumiu.

Quando a medicação é necessária

Mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo. Quando os níveis ultrapassam 300 mg/dL, há forte indicação de origem genética, e o tratamento medicamentoso é necessário, principalmente com estatinas.

Alves alerta para a disseminação de informações falsas nas redes sociais. "Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade", afirmou. As evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas, desde o primeiro grande estudo publicado em 1994.

Sono, estresse e inflamação: os fatores esquecidos

A qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias. O estresse também contribui para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol. Segundo Alves, a aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação.

Obesidade como quinto fator de risco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e AVC continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco. A obesidade vem ganhando importância, já sendo considerada o quinto fator de risco, por provocar um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias.

Perguntas Frequentes

Quando devo fazer o primeiro exame de colesterol?

A recomendação é que todas as pessoas façam a dosagem de colesterol aos 10 anos, junto com o exame de glicose, segundo estudo publicado em setembro de 2025.

O que fazer se o exame detectar colesterol alto?

A orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito. Interromper o tratamento aumenta o risco de complicações, pois o colesterol volta a subir.

Dieta carnívora ajuda a reduzir o colesterol?

Não. Segundo o cardiologista Renato Jorge Alves, a dieta carnívora é rica em gordura saturada, que aumenta o LDL, e não é aconselhável para reduzir o colesterol.

Estatinas fazem mal?

Não, segundo o especialista. As evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas, com redução de infarto, AVC e morte por doença cardiovascular.

Quanto a alimentação pode reduzir o colesterol?

Mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, pois cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

Fontes

  • Conteúdo revisado pela equipe clínica de Método Fit 30.
  • Diretrizes de sociedades médicas brasileiras e da Organização Mundial da Saúde.
  • Ministério da Saúde · publicações oficiais de saúde pública.

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